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segunda-feira, 6 de março de 2017

Com caixão gay e cortejo em limusine, feira funerária tenta suavizar morte

Maior encontro da América Latina reúne empresários do ramo com opções curiosas e novidades para o fim da vida


A morte nem sempre é encarada apenas como o fim da vida. Para os mais ousados, nada mais justo do que investir em um ritual de passagem com caixões personalizados e um cortejo vip em uma limusine. São Paulo é vista pelos empresários funerários como uma das cidades mais “caretas” do País, onde o tradicional e o minimalismo imperam quando o assunto é morte. Já em outras regiões, vale “caixão gay”, cortejo balada e até pingente com as cinzas do ente querido.


Os produtos - que vão desde o cerimonial aos bastidores de um velório - foram apresentados durante a Funexpo 2013, a maior feira funerária da América Latina, na zona norte de São Paulo. Apesar de hospedar a feira a cada dois anos, São Paulo é considerada pelos especialistas como uma das cidades mais fechadas para as novidades do ramo. “Em outros lugares a morte é um momento planejado. As pessoas escolhem o tipo de “celebração” que querem ter. A capital é mais careta”, disse Eduardo Natele, funcionário do PickUp&Cia, empresa responsável pelos carros usados em cortejos balada, com efeitos de luz e potentes auto-falantes.

Entre os itens que chamam mais a atenção nesta edição da feira está a urna funerária LGBT, o caixão gay de R$ 6 mil, que foi produzida pelo casal Ricardo Jacomo, de 35, e Roberta Jacomo, de 31. O stand da empresa Soft Line virou ponto de fotos e despertou a curiosidade. “A morte pode ser mais democrática, não precisa ser chata e tradicional. Eu mesmo seria um morto bem chateado se fosse enterrado em uma urna sem graça”, disse Ricardo. A ideia partiu do cabeleireiro de Roberta, que sugeriu o design e ficou surpreso com o resultado final. “Ele vai querer ficar com esse, com certeza”, acredita Roberta.

A nova aposta das funerárias brasileiras, segundo os expositores, é dar ao cortejo um toque de estilo e luxo. Entre eles, a limusine Chrysler Town & Country avaliada em R$ 360 mil. Responsável pela adaptação do veículo, Kennedy conta que a transformação para um carro funerário leva ao menos seis meses. “É a aposta das funerárias mais modernas. Investir que o cortejo não seja tão pesado e possa ser acompanhado pela família dentro do carro”. Com capacidade para quatro familiares e o motorista, a limusine tem três telas LCDs e iluminação apropriadas como “azul do céu” e “luz eterna”.


Para os que desejam manter o ente querido sempre por perto, a melhor opção são as urnas crematórias. A luxuosa de bronze maciço com 8 kg pode custar ao menos R$ 2 mil. Uma que chama a atenção são as familiares, que podem ter as cinzas divididas entre vários membros da família. “Assim todo mundo fica com um pedacinho do amado que partiu”, defende a vendedora Vera. Outra opção mais íntima são os pingentes com compartimentos para as cinzas. Com formatos discretos entre pérolas e brilhantes, os enfeites podem custar até R$ 400.

Para os que desejam manter o ente querido sempre por perto, a melhor opção são as urnas crematórias. A luxuosa de bronze maciço com 8 kg pode custar ao menos R$ 2 mil. Uma que chama a atenção são as familiares, que podem ter as cinzas divididas entre vários membros da família. “Assim todo mundo fica com um pedacinho do amado que partiu”, defende a vendedora Vera. Outra opção mais íntima são os pingentes com compartimentos para as cinzas. Com formatos discretos entre pérolas e brilhantes, os enfeites podem custar até R$ 400.

Fonte: Último Segundo

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