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segunda-feira, 6 de março de 2017

De jazz a esquartejamento: Veja rituais fúnebres curiosos pelo mundo

Entre eles estão as bandas que compõem cortejos nos EUA e o ritual budista do Himalaia que esquarteja corpos para abutres


Comunidades budistas do Himalaia buscam inspiração na filosofia para dar adeus aos seus mortos. Por meio do "Funeral Celestial", um membro não budista do grupo esquarteja e dispõe os restos mortais de um ente querido em cordilheira a fim de alimentar abutres. Assim, o corpo do falecido - cuja alma já migrou para outro domínio e por isso perde seu valor - é usado para dar sequência à vida, de acordo com a crença. 

A origem da tradição nasceu a partir da dificuldade em realizar enterros na área, pois o solo no Himalaia é rochoso e congelado. Uma possível cremação seria inviável ou muito cara porque as árvores não crescem nessas grandes altitudes. Conheça outras formas inusitadas de "adeus".


Foto pós-morte: no final do século 19, famílias da classe média eternizavam seus mortos fotografando-os como se eles estivessem vivos. 
Em alguns casos, os mortos tinham os olhos mantidos abertos e ficavam de pé por meio de suportes de madeira.


Funeral de jazz: cortejo fúnebre em Nova Orleans equilibra alegria e tristeza ao som das melodias que mobilizam multidão.
A banda toca canções dolorosas no início do cortejo e após enterro, muda repertório para notas otimistas. 


Cinzas viram miçangas: após cremação, famílias sul-coreanas têm comprimido os restos mortais em 'pedrinhas'. Ação custa até R$1.525.

Aborígenes: essas tribos australianas colocam corpo do ente querido em árvore para voltar ao local após decomposição
Corpo fica exposto por meses. Depois, parentes voltam para levar um osso do morto como recordação.

Sati: até os anos 1950, viúvas na Índia demonstravam sua devoção ao marido ao se jogar em pira funerária durante a cremação.
Costume em geral era um ato voluntário, mas há relatos sobre casos de mulheres jogadas a força sobre o fogo por parentes

Budistas do Himalaia: no Funeral Celestial, os mortos são desmembrados e deixados para serem comidos por abutres.

Para a religião, cadáver não tem mais função, a não ser dar sequência ao ciclo da natureza.

Famadihana: durante a festa, multidão retira os restos mortais de entes queridos das covas para enrolá-los em lençol e dançar por Madagascar.

Costume se baseia na crença de que os espíritos dos mortos se juntam ao mundo dos ancestrais após a decomposição e ritos adequados

Endocanibalismo: no ritual, realizado até hoje por tribos da Papua Nova Guiné, morto é cortado e tem a carne servida aos entes queridos e amigos. 

Amputação de dedos: viúvas e filhos dos falecidos do povo Dani, Nova Guiné, tinham as extremidades cortadas após cerimônia fúnebre.
A prática antiga era usada para afastar maus espíritos e a dor física expressava tristeza e sofrimento

Caixões suspensos: povo Bo, dizimado pela dinastia chinesa Ming, depositava seus mortos em precipícios por temerem a aparição de espíritos.
Eles também faziam pinturas monstruosas nas paredes para assustar espíritos, caso eles deixassem os corpos.

Vikings: presentes, bens valiosos e escravos sacrificados seguiam rumo ao 'outro mundo' com os poderosos do povo nórdico.
Eles acreditavam que os presentes ajudariam os mortos a alcançar seu destino pós-vida mais facilmente.

Fonte: G1

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