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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Poluição ameaça local de nascimento de Buda e obriga monges a meditar de máscara

O local onde teria nascido Buda (Sidarta Gautama, fundador do budismo) no Nepal está ameaçado por causa da poluição, alertam autoridades e cientistas.


Dados recentes coletados por estações de monitoramento da qualidade do ar em cinco lugares do país mostram que Lumbini é altamente poluído.

Os alertas ocorrem em meio à expansão industrial perto do local sagrado.
Em janeiro, o índice de poluição atmosférica em Lumbini, no sudoeste do Nepal, era de 173.035 microgramas por metro cúbico.

O nível considerado seguro pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 25 microgramas por metro cúbico. Já o padrão nacional estabelecido pelo governo do Nepal é de 40.

Turistas e monges dizem que têm dificuldade para respirar no local.

O monge Vivekananda, responsável por um centro de meditação internacional em Lumbini, é um dos que reclamam: diz que sofre com a tosse e precisa usar máscaras enquanto medita perto do templo de Mayadevi, construído exatamente no local onde Buda teria nascido.

“Recebemos em nosso centro de meditação pessoas que sofrem de asma, e o estado de saúde delas piorou consideravelmente durante a estadia em Lumbini”, explica.

“Em pelo menos três casos, (visitantes) tiveram de antecipar a volta para casa por causa dos altos níveis de poluição.”

Outro estudo conduzido pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a Unesco (braço da ONU para a cultura) revelou que a poluição também está ameaçando o Patrimônio da Humanidade de Lumbini.

“A expansão das indústrias emissoras de gás carbônico dentro da zona protegida de Lumbini vem causando vários problemas, como ameaças à biodiversidade e riscos para a saúde aos moradores, sítios arqueológicos, e valores culturais e sociais”, diz o estudo.

Uma pesquisa realizada em três monumentos de Lumbini concluiu que o jardim sagrado – um dos principais cartões-postais do local – estava poluído por componentes sólidos e gasosos dispersos no ar.

“Nas amostras colhidas no pilar de Ashoka (construído em 249 a.C. pelo imperador Ashoka para marcar o local de nascimento de Buda), gipsita, calcita, dolomita e magnesita estão presentes na forma de uma poeira fina na superfície”, diz levantamento realizado pelo arqueólogo italiano Constantino Meucci, da Universidade de Roma.

“Todos os componentes são resultado do ciclo de produção de cimento”, acrescentou.

Muitas dessas fábricas estão dentro dos limites da Zona de Proteção de Lumbini, algo que os ambientalistas dizem se tratar de uma violação das regulações do governo.

“Quando o vento traz mais poluição, vemos muitos monges meditando aqui usando máscaras”, diz Shankar Gautam, que acabou de se aposentar depois de trabalhar por 30 anos como funcionário da saúde pública.

“Estudos mostram que nos últimos dez anos o número de pessoas com doenças pulmonares aumentou. A poeira que vem para cá também gerou uma explosão de casos de doenças de pele”, agregou.

Importante ponto de peregrinação para os budistas, Lumbini atrai muitos turistas.

No ano passado, a localidade recebeu 1 milhão de visitantes e autoridades planejam transformá-lo em um grande destino turístico internacional.

O governo do Nepal diz estar ciente do problema.

“Sabemos que Lumbini é mais poluído do que Katmandu (capital do Nepal)”, diz Shankar Poudel, chefe da divisão de medição de poluição atmosférica no Ministério do Meio Ambiente.

“Planejamos detectar as fontes da poluição usando um drone em um futuro próximo e esperamos que isso ajude a minimizar o problema”. 

Fonte: G1

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