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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Açúcar é a droga mais perigosa dos tempos atuais

Cuidado com o pó branco que vicia e pode matar. Não, eu não me refiro a nenhuma droga sintética ilícita, o inimigo está mais perto do que qualquer traficante perigoso, na sua cozinha e pode ser tão viciante quanto substâncias e até jogos virtuais, como o obsessivo Candy Crush Saga. Qualquer semelhança não é mera coincidência.


Apesar de sermos seres evoluídos culturalmente, nosso cérebro é o mesmo dos tempos de caça e coleta dos primórdios da espécie humana e naquela época conseguir açúcar era difícil (assim como a gordura, já que caçar animais grandes e gordos não era corriqueiro), portanto, a recompensa que é metabolizar a glicose ficou gravada no nosso cérebro. É por isso que comer doces ou alimentos com amido – que se transformam em açúcar dentro do organismo – é tão prazeroso, bem como os gordurosos.

Mas apesar das lembranças de tempos mais simples serem quase românticas, “açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo”, de acordo com Paul van der Velpen, chefe do serviço de saúde de Amsterdã, na Holanda. Ele explica que o seu uso deve ser desencorajado porque é viciante e que os produtos açucarados deveriam vir com alertas de saúde, assim como os maços de cigarro, segundo entrevista ao jornal Daily Mail.

Velpen afirmou que é "tão difícil de largar o açúcar quanto o cigarro". Segundo ele, quando as pessoas comem gorduras e proteínas, param quando se sentem satisfeitas, mas, no caso do açúcar, ingerem por mais tempo, até que o estômago comece a doer.

A solução, na opinião do especialista, é tributar o açúcar da mesma forma que o álcool e o cigarro. Também sugeriu que a quantidade de açúcar que pode ser adicionada aos alimentos processados deve ser regulamentada.

Robert Lustig, médico da Universidade da Califórnia, especialista em obesidade, também defende leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados. 

O endocrinologista, que lançou um vídeo (veja abaixo) no Youtube no qual fala sobre o assunto (que já ultrapassou 2 milhões de visualizações), chamado 'Sugar: The Bitter Truth' (Açúcar: A Verdade Amarga), cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como pressão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar.

Ele cita, em reportagem do jornal britânico The Telegraph, que em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980. Mais ou menos nessa época, o mundo começou a se preocupar e eliminar a quantidade excessiva de gordura na alimentação. Mas ninguém sabia que alguns lipídios são bons para o organismo: a ordem era cortar o máximo de gordura possível.

De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Como é que chegamos a esse ponto? A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucareiro pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos.

O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você examinar o rótulo dos produtos que colocou em seu carrinho de supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava.

Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, pode parar de comer”. Algo como uma trava natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano.

O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir primeiramente do consumidor.



Fonte: Consumidor Moderno

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