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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Austrália, Canadá e Japão formam o 'trio do retrocesso'

A semana decisiva da COP-19 (Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) em Varsóvia, na Polônia, não traz notícias otimistas para quem esperava medidas mais ambiciosas dos países. Enquanto os Estados Unidos demonstram disposição em reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, outros países desenvolvidos parecem regredir. Depois do Canadá e da Austrália, foi a vez do Japão dar um passo atrás e anunciar cortes em sua meta de redução de emissões.

Os japoneses anunciaram que vão cortar sua meta de redução de emissões de CO2 dos prometidos 25% para meros 3,8% até 2020, em relação ao que emitiam em 2005. O representante do país na COP-19, Yoshihide Suga, procurou justificar a medida ao se apoiar no desligamento da usina nuclear de Fukushima, em 2011. Segundo ele, fontes limpas e alternativas não dariam conta de suprir toda demanda energética do Japão, que precisaria recorrer a fontes poluentes, como as termelétricas à carvão.

A nova meta japonesa coloca o país em saia justa – até 2020, as emissões do Japão ter ão aumentado 3,1% acima dos níveis de 1990, acrescentando milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, segundo cálculos da organização não governamental Climate Action Tracker, que acompanha o empenho dos governos nesse âmbito.

“Fossil da Descrença”

O Canadá, por sua vez, já havia mostrado uma postura letárgica em 2011, quando decidiu se retirar do Protocolo de Kyoto, acordo que estabeleceu para as maiores economias industriais a redução de suas emissões anuais de CO2 para abaixo dos níveis de 1990. Tamanho retrocesso rendeu ao país o prêmio “Fóssil da Descrença”, promovido pelo Greenpeace durante as COPs sobre mudanças climáticas.

Maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, o Canadá presenciou, em menos de 20 anos, seu PIB triplicar para US$ 1,8 trilhão. Com planos de crescer ainda mais, o governo canadense rejeita qualquer hipótese que venha a colocar em xeque o crescimento econômico.

Burocratas australianos

A Austrália enviou burocratas à COP-19 no lugar de um ministro. Na verdade, o retrocesso do país na questão climática ficou claro com a eleição de Tony Abbot para primeiro-ministro em setembro, conforme noticiou o EcoD. A plataforma de Abbot sustenta a promessa de revogar impostos sobre o carbono no país.

Aos burocratas enviados à Varsóvia foi dada a instrução expressa de que a delegação não deverá inscrever o país em nenhum novo acordo climático que envolva gastar dinheiro ou cobrar impostos, e que exclua a Austrália de desempenhar qualquer papel em uma possível transferência de riqueza dos países ricos para as nações em desenvolvimento.

Um dos pontos principais em debate na COP-19 é o acerto de um compromisso por parte dos países ricos de doar US$ 100 bilhões a partir de 2020 para ajudar as nações em desenvolvimento a lidar com os impactos das mudanças climáticas.
Brasileiros em Varsóvia

A segunda semana da COP-19 começa com poucos avanços, salvo no do desânimo cada vez mais generalizado. “O ponto alto desta segunda foi a divulgação do rascunho de texto para o ADP –sigla para Plataforma Durban de Ação Fortalecida, que é o trilho de negociações para o acordo global que deve ser concluído em 2015″, destacaram Délcio Rodrigues e Silvia Dias, da organização Vitae Civilis.

“Apesar de alguns pontos positivos, como a formalização do apelo para níveis mais elevados de ambição nas metas de redução nas emissões dos gases causadores do efeito estufa, o texto é vago demais para o atual estágio ds negociações – a ponto de sequer incluir uma data-limite para apresentação de tais metas. A falta de uma agenda de trabalho clara até 2015 é fatal para um processo que está praticamente desperdiçando esta COP”, relataram os especialistas em mudanças climáticas.

Segundo relato dos brasileiros, o período anterior a 2020, quando o novo acordo climático deve entrar em vigor, também carece de ênfase na dramática necessidade de cortarmos muito mais as emissões para que seja possível manter a temperatura do planeta em níveis considerados aceitáveis.

“A chamada Proposta Brasileira, que pedia a contabilização das emissões históricas nas metas e compromissos do novo acordo climático, ficou de fora também do ADP, depois de ter sido preterida no SBSTA- Corpo Subsidiário de Assessoria Científica e Tecnológicas. Mais uma vez, parece que muito vai ficar para o próximo ano, para as próximas negociações, para a próxima COP. E de ano em ano, completaremos duas décadas de negociações em 2014″, observaram.

Fonte: Mercado Ético

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