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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estátua de cachorra deve ser ponto mais visitado no cemitério de Avaré

Branquinha, como era chamada, acompanhava todos os cortejos.
Ela morreu em maio de 2013; estátua foi lançada em junho.


Em muitos cemitérios, os túmulos de personalidades sempre ganham destaque no Dia de Finados, seja por motivo religioso ou por afinidade dos visitantes pelo falecido. Mas, em Avaré (SP), a expectativa é para uma movimentação diferente: neste sábado (2), o ponto que deve ganhar destaque é um túmulo simbólico e uma estátua instalada em frente ao cemitério municipal. Ambos pertencem a uma cachorra, a 'Branquinha', que morreu em maio deste ano. A estátua foi inaugurada em junho.

De acordo com responsável pelo cemitério, Fernando Fileto, o cemitério deve receber entre 5 mil e 7 mil pessoas. Desse público, a maioria já deve ter ouvido falar da homenageada. Branquinha ganhou fama nacional por ter um comportamento diferente. A cadela acompanhava todos os velórios e enterros que eram realizados na unidade.

Segundo Fileto, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cadela não foi enterrada no local. Isso porque o sepultamento de animais em cemitérios tradicionais é proibido pelo órgão de controle e saneamento ambiental, a Cetesb. “Não sabemos onde os restos mortais da Branquinha foram enterrados, mas como ela vivia aqui e tinha esse comportamento que sensibilizava muitas pessoas, foi decidido que seriam criados os túmulos e a estátua para ela. Desde quando esses símbolos de homenagem foram criados, muitas pessoas vêm até aqui para fazer orações e deixar flores”, diz.

Branquinha apareceu no cemitério há aproximadamente cinco anos. Devido à amabilidade e a atitude de seguir os cortejos, era tratada como um xodó pela população e funcionários do local.

Em entrevista ao G1, a  funcionária de serviços gerais do velório municipal, Elisângela Dias Camargo, disse que a cachorra era um símbolo na cidade. “Ela não faltava a um enterro. Era só ver o carrinho que leva os caixões até a sepultura que ela logo tomava a frente e ficava ao lado da sepultura até o coveiro concluir o fechamento do túmulo”, diz.

Branquinha morreu em maio de 2013. De acordo com funcionários do cemitério, ela sofria de câncer e não resistiu a doença. Ela era cuidada pelos próprios funcionários públicos, que levavam comida e roupas em dias de frio.
A iniciativa de homenagear a cachorra que virou celebridade foi da presidente da Casa de Artesanato da cidade, a artista plástica Castorina Rodrigues. Ela encomendou a estátua em tamanho natural da cachorra ao escultor Florisval Tegani.

No espaço reservado para eternizar a memória da cachorra, a estátua dela é acompanhada por uma placa com o seguinte texto. “Sou Branca, branquinha de alma e coração. Por muitas vezes, acompanhei suas aflições. Hoje, estou com os anjos em oração e para ser guardiã de todos que por aqui se encontrarão”.

Segundo a filha de Castorina, Regina Rodrigues, a ideia de sua mãe foi homenagear alguém que sempre participou de momentos especiais na vida de tantas famílias de Avaré. “O objetivo da minha mãe foi eternizar a Branquinha, acredito que foi uma excelente ideia”, conta a empresária.

Ainda segundo a empresária, a estátua se tornou um ponto turístico na cidade. “Várias pessoas param para tirar fotos, crianças ficam admirando e realmente virou um marco na cidade. Ela com certeza merece essa homenagem”, conclui.

Fonte: G1

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