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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Cemitérios são multados por contaminação no solo

O SFMSP (Serviço Funerário Municipal de São Paulo) foi multado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) em mais de R$ 20 mil pela contaminação das águas subterrâneas dos cemitérios Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte, e Vila Formosa, na Zona Leste.


Cada unidade recebeu uma autuação no valor de  R$ 10.070. A contaminação foi ocasionada por “bactérias heterotróficas (que podem causar sífilis, gonorreia, cólera, coqueluche, entre outras doenças) e coliformes totais (considerados os principais indicadores de contaminação fecal)”, no caso do Vila Nova Cachoeirinha. As mesmas substâncias foram detectadas no Vila Formosa, mais  uma alta incidência de nitrato (que pode provocar câncer).

Segundo a Cetesb, os dois casos estão sendo tratados conjuntamente a pedido  do Ministério Público. O estudo ambiental das áreas descobriu a contaminação em 2008. Os contaminantes foram confirmados em 2012, após estudo da empresa Falcão Bauer e encaminhado à autarquia municipal em abril do mesmo ano. 

A existência de risco à saúde humana depende da análise do relatório de avaliação, ainda não apresentado pelo SFMSP à Cetesb. O prazo  termina em junho.

Unidades não correm risco de serem fechadas

Em nota, o Municipal de São Paulo disse que não há confirmação da fonte e do agente contaminador, que podem ser externos ao cemitério. Por conta disso, a autarquia municipal já protocolou recurso junto à Cetesb. 

O órgão destacou ainda que estudos realizados pela Santa Casa de São Paulo nos cemitérios da Vila Nova Cachoeirinha e da Vila Alpina, na Zona Leste, concluíram que “não foram observadas diferenças entre os microrganismos existentes nas terras, onde se realizam os sepultamentos, e nas ‘terras virgens’ , onde não são realizados os enterros.”

Sobre a unidade da Vila Formosa, o SFMSP não se manifestou. De qualquer maneira, ambos os cemitérios autuados não correm risco de fechar, garantiu a Cetesb, que é ligada à Secretaria do Meio Ambiente do estado.



O SFMSP tem sido alvo de reclamações nos últimos anos. Dentre elas estão a burocracia, mau atendimento e demora na remoção dos corpos. As queixas  levaram a superintendente da autarquia, Lúcia Sales França Pinto, a dar esclarecimentos em uma audiência pública da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal no último dia 7.

Fonte: Diario SP

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