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sábado, 26 de novembro de 2016

Após restauração, animais ameaçados de extinção voltam à Mata Atlântica

Com a recuperação florestal, muitas espécies ameaçadas de extinção voltaram naturalmente para a região.


Com a recuperação florestal das áreas degradadas da Mata Atlântica no município de Anhembi, interior de São Paulo, espécies como a onça-parda e o tamanduá-bandeira voltaram à região. O retorno da vida selvagem ao seu habitat natural foi capturado por câmeras instaladas por especialistas nas áreas recém restauradas em uma fazenda privada para monitorar a presença de animais na região.

Em 2011, a consultoria ambiental Verdesa uniu-se à The Nature Conservancy (TNC) para recuperar áreas degradadas.  A região passou então a fazer parte do projeto global da TNC, denominado Plant a Billion Trees (PBT) – que desde 2008 recupera partes estratégicas da Mata Atlântica em diferentes estados brasileiros. O PBT também restaura o bioma cerrado no Brasil e florestas com biodiversidade excepcional na China e nos Estados Unidos.

Por dois anos, especialistas identificaram as áreas mais estratégicas para reflorestar. Com o apoio da Fundação Alcoa e de outros parceiros, foram plantadas mudas de árvores nativas em terras degradadas, feito a condução da regeneração natural em locais com resiliência e o isolamento dos fatores de degradação para evitar que o gado pastoreie no local.  A TNC e a Verdesa monitoraram o crescimento da floresta aplicando metodologia específica desenvolvida junto ao PACTO pela restauração da Mata Atlântica.

As imagens capturadas pelas câmeras ao longo de 2015 registraram várias imagens de animais, como a caminhada majestosa de uma onça-parda, as asas abertas de um urubu rei descansando no chão e até mesmo um tamanduá bandeira cutucando a câmera. As gravações mostram que as espécies, ameaçadas de extinção, voltaram graças ao trabalho de restauração florestal.

“Esta área é um bom exemplo de como a restauração florestal pode trazer rápido retorno à fauna porque há mais espaço para os animais viverem e se movimentarem no território. Comunidades locais também se beneficiam, pois as florestas ajudam a preservar o abastecimento de água da região. Ainda traz resultados para todo o planeta porque as árvores armazenam carbono e mitigam as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos”, explica o gerente de restauração da TNC, Rubens Benini.  “Ficamos surpresos ao ver animais que pensávamos estarem extintos e predadores do topo da cadeia alimentar em torno dessas áreas após apenas quatro anos de esforços de restauração”, acrescenta.
Veja alguns registros nos vídeos abaixo:





Projetos de restauração na Mata Atlântica são essenciais para a sobrevivência deste bioma e para manter sua capacidade de continuar oferecendo serviços ambientais inestimáveis para mais de 120 milhões de brasileiros que vivem nessas regiões. Originalmente, a Mata Atlântica cobria uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados em 17 dos 26 estados do Brasil. Hoje apenas 12% da floresta permanecem e a maior parte não é conservada o suficiente para proteger a rica biodiversidade do local, que inclui uma em cada 20 espécies de vertebrados na Terra e 20 mil espécies diferentes de plantas.

Fonte: Ciclo Vivo

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