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sábado, 26 de novembro de 2016

No interior, moradora teme que túmulos de cemitério desmoronem

Falta de segurança no local também preocupa moradores.
Secretaria de Obras disse que moradores não relataram problema à pasta.


No interior, moradora teme que túmulos de cemitério desmoronem
Falta de segurança no local também preocupa moradores.
Secretaria de Obras disse que moradores não relataram problema à pasta.

Há três anos, moradores bairro da Baixa, em Cruzeiro do Sul, reclamaram da ameaça de desmoronamento de túmulos no Cemitério São João Batista. A casa da dona de casa Edileuza Araújo, de 33 anos, fica ao lado do cemitério. Ela conta que o problema chegou a ser parcialmente resolvido com a construção de um muro de contenção, mas, o perigo agora é que o muro caia em cima da sua casa devido à infiltrações que surgiram no local.    

Ao G1 o secretário de Obras do município, José Ferreira, disse que nenhum morador procurou a pasta para fazer uma reclamação formal sobre o problema. "Mesmo assim vamos colocar uma equipe para ir até o local e ver o que está acontecendo", afirmou.

“Fico preocupada, porque moro aqui há 12 anos. Com a construção do muro, o desmoronamento parou, só que ficou a preocupação de que quando chove infiltra muita água e tenho medo que o muro não suporte a força da água, já que é uma descida”, disse.
Edileusa falou ainda que já chegou a solicitar uma visita do Corpo de Bombeiros para avaliar a situação do local. “Foi feito um laudo e uma vala na parte de cima do cemitério, mas depois voltou a descer água da mesma forma, não é pouca água, é muita tenho medo que o muro não aguente”, teme.  

Falta de segurança preocupa moradores

Além do muro, outra situação que preocupa os moradores do bairro da Baixa é a falta de vigilância. Segundo eles, o cemitério é usado por usuários de drogas o que gera medo. “É frequente, todos os dias à noite vêm pessoas para cá para nas drogas”, afirma a estudante Taine Azevedo, de 19 anos.

Sobre a segurança no cemitério, Ferreira disse que o local só recebe corpos de pessoas que já tinham terrenos comprados. "Não tem como nós fecharmos o cemitério, pois moradores dos bairros Artur Maia e da Baixa passam pelo local. Se a prefeitura fechar, os moradores vão reclamar porque é passagem. Sobre a possibilidade de murar o local, tem que ter um projeto para fechar todo ele e, por enquanto, nós não temos", disse.

Taine conta que os moradores se protegem do jeito que podem construindo cercas e muros e guardando todos os objetos dentro de casa, devido aos furtos que ocorrem no local.

“A gente que mora aqui perto tem que ficar atento com sandálias e roupas, porque eles roubam tudo para trocar por drogas, e outra coisa, se pegam as coisas e entram no cemitério a polícia não acha mais porque tem saída para os bairros pelo cemitério” acrescenta.

Everton Lima, de 35 anos, mora ao lado do cemitério há 8 anos e, de acordo com ele, em todo esse tempo nunca viu nenhum vigia e nem o portão do cemitério fechado. “Deveria fechar, porque é um lugar sem lei. Eles entram fazem o que querem, roubam as coisas dos túmulos, bebem, usam drogas até já estupraram uma garota aí dentro e mesmo assim não tem vigia”, diz.

Furto em túmulo

Em novembro de 2015, um homem foi preso após furtar três imagens de santas que pertenciam ao túmulo de Nazaré Correia Nepomuceno, avó do padre Francisco Nepomuceno. Na época, o padre informou que as imagens estavam na sepultura há cerca de um ano.

O suspeito, segundo a polícia, tinha várias passagens pela delegacia por crimes de furto e roubo. Com ele, foram encontradas as imagens de Nossa Senhora da Conceição, Arcanjo Miguel e São Francisco de Assis. Na época, ele negou as acusações e afirmou que tinha recebido de um amigo para vender.

Cemitério já existia quando as famílias se mudaram

O cemitério São João Batista existe desde a fundação da cidade, que tem 107 anos. Com o passar do tempo, moradores foram construindo residências ao lado do terreno. Hoje, existem mais de 20 famílias que são 'vizinhas dos mortos'.

Por causa da localização do cemitério, que fica em cima de um morro, os moradores foram proibidos de construir poços artesianos. Com isso, o abastecimento de água nas residências é feito por meio do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

Fonte: G1

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