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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A insegurança nos cemitérios

Medidas contra ações de criminosos são bem-vindas


Decisão da Prefeitura de Birigui de diminuir o número de portões abertos no cemitério da Consolação serve de alerta para Araçatuba que, a exemplo do município vizinho, há tempos, também sofre com a onda de ações criminosas em suas necrópoles. Em Birigui, a partir da próxima terça-feira (2), apenas três portões serão abertos para visitação e sepultamentos. A medida foi tomada após a ocorrência de furto e destruição de objetos no local. O raciocínio é básico. Se não é possível fazer grandes investimentos voltados à segurança, então, que sejam adotadas medidas preventivas.

Em Araçatuba, já não é de hoje que os dois cemitérios municipais geram reclamações. No Recanto de Paz, no bairro Jardim Rosele, o estado de abandono, com mato alto, destruição de muros e sepulturas, sempre preocupou os frequentadores, que, frequentemente, denunciam a entrada de usuários de drogas no local. 

Já no cemitério da Saudade, na avenida de mesmo nome, nos últimos anos, reportagens publicadas pela Folha da Região revelaram ações organizadas que resultaram no sumiço de peças dos túmulos de várias famílias. No ano passado, por exemplo, houve pelo menos dois momentos que levantaram a necessidade de alguma medida mais eficaz em relação à segurança. Em maio, de uma só vez, oito túmulos foram alvo de vandalismo que geraram prejuízos de R$ 10 mil. Em novembro, situação semelhante ocorreu, embora a quantidade de túmulos tenha sido menor: seis, ao todo.

É certo que diminuir a quantidade de portões abertos pode não ser a principal medida em relação às diferentes táticas dos criminosos que se infiltram nos cemitérios. Isso não quer dizer que, a partir de agora, eles deixaram de entrar nesses espaços. Por outro lado, mostra, ao menos, uma preocupação por parte do poder público com um problema recorrente nos maiores municípios da região.

Essa situação mostra que os cemitérios — lugar onde as famílias procuram preservar a memória de seus parentes ou amigos que já se foram — têm virado um local de insegurança e medo. Infelizmente, com a estrutura limitada das guardas municipais, muitas vezes, fica inviável a permanência de um contingente maior de oficiais nos cemitérios.

Portanto, as medidas voltadas a combater a ação dos criminosos — seja pela diminuição de entradas, adoção de câmeras ou cercas elétricas — são bem-vindas. Junto a isso, é necessário que as autoridades policiais consigam, ao máximo, esclarecer casos de furtos e roubos nesses espaços, pois é uma forma de mostrar que essas práticas não ficam impunes. É uma questão de celeridade. 

Fonte: Jornal Folha da Região

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