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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Levantamento mostra que Brasil perdeu 20% dos manguezais em 17 anos

O Brasil perdeu 20% de sua área de manguezais em 17 anos, em parte destruídos pela expansão urbana. O dado faz parte da segunda coleção de mapas do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas), feito pelo Observatório do Clima em colaboração com 18 instituições.


Universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia contribuíram para o trabalho, considerado o maior levantamento sobre a cobertura vegetal do Brasil. A mais recente radiografia dos biomas brasileiros comparou imagens de satélite nos últimos 17 anos.

A pesquisa mostra que, no Paraná, os manguezais diminuíram 23%. Na Bahia, a redução foi 21%, enquanto em Alagoas foi de 14%. A redução da área de mangue é ligada a uma série de fatores, mas a expansão urbana se destaca.

“Principalmente ocupação imobiliária, tanto causada pelo crescimento do turismo, a instalação de novos resorts, hotéis, pousadas como também pela ocupação também das comunidades. Algumas comunidades vulneráveis acabam sendo pressionadas e ocupando as margens dos manguezais, construindo suas casas com a madeira do mangue, inclusive”, explica José Ulisses Santos, analista ambiental e chefe substituto da área de Proteção Ambiental Costa dos Corais AL/PE.

O mangue é o berçário da inúmeras espécies marinhas: 70 a 80% dos peixes, crustáceos e moluscos que a população consome precisam do bioma em alguma fase da vida. “Tem diversos peixes que utilizam a área de reprodução e depois voltam pro mar, espécies economicamente importantes. Então você acaba afetando não só a biodiversidade como a própria economia”, explica Fernanda Niemeyer, veterinária do Centro de Pesquisas do Nordeste (Cepene).

Sem o mangue, várias espécies correm o risco de desaparecer do planeta. Entre elas está o peixe-boi, que frequenta o mangue pra procriar, se alimentar e beber água doce. O peixe-boi é o mamífero marinho mais ameaçado de extinção do país e o manguezal é o seu principal refúgio.

“Se não forem tomadas medidas urgentes, essas espécies que vivem diretamente em volta do mangue elas podem ser totalmente afetadas, inclusive vir a se extinguir algumas espécies ou acabar, ou quase acabar com outras que possam estar dependendo deste ambiente”, alerta a veterinária.

As fazendas de produção de camarão, a construção de estradas e o assoreamento dos estuários – braços de mar que encontram os rios – também estão devastando os manguezais.

A regeneração do mangue pode demorar décadas, alertam os especialistas. “São árvores jovens, não muito velhas, duram até 60, 70 anos, mas em 30 anos, até no máximo 20, 30 anos a gente pode ter uma floresta de mangue com a sua fauna associada”, aponta o oceanógrafo e biólogo da Universidade de Pernambuco (UPE), professor Clemente Coelho Junior.

Esperança – Por outro lado, a volta gradual da floresta atlântica é um exemplo de que é possível reverter o processo. O bioma, que teve sua cobertura original reduzida a 12,5%, cresceu de 276 mil quilômetros quadrados em 2001 para 301 mil quilômetros quadrados em 2015.

No Paraná, houve um crescimento de 5 mil quilômetros quadrados de mata, principalmente por recuperação de áreas de preservação permanente, como margens de rios. Em relação à área total, o Rio de Janeiro teve 17,8% de florestas a mais em 2015 em comparação com 2001, um crescimento de 10 mil para 12 mil quilômetros quadrados. 

Fonte: G1

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