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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sem violência, protestos em Florianópolis viram exemplo para o Brasil

Ao contrário da história das manifestações na Capital e do que acontece em outras cidades do país, protestos foram pacíficos
Se alguém se exaltava, batendo em portas de lata, pó exemplo, começavam os gritos: “sem violência, sem violência”. Se havia um momento de tensão entre manifestantes e Polícia Militar, os gritos voltavam: “sem violência, sem violência”. Porque, ao contrário do que tem ocorrido no Brasil ou mesmo na história da Capital, o protesto de terça-feira foi um exemplo para o país: sem violência. Nesta quinta-feira, novas manifestações estão marcadas para ocorrer na Capital e em diversas cidades do Estado.

Em 2004 e 2005, nas Revoltas da Catraca, houve confrontos violentos entre manifestantes e polícia, com direito a balas de borracha e gás lacrimogêneo. Prédios e mesmo ônibus foram depredados, embora por uma minoria. Cenas semelhantes ocorreram, agora, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Quem estava ciente dessa história ficou atento à manifestação de Florianópolis. Se em outras épocas fechar a Avenida Beira-Mar era uma luta, dessa vez foi fácil para os manifestantes. Então, o confronto poderia ser nas pontes? Nada, tudo tranquilo. “Estudamos muitos os protestos e aprendemos com a experiência. Se 10 mil, 30 mil manifestantes querem fechar a ponte, porque a Polícia Militar vai evitar? Só para acontecer confrontos, que serão piores”, disse a assessora de comunicação da corporação, Claudete Lehmkuhl. Claro que, diz Claudete, excessos não serão tolerados, como depredação do patrimônio público.

Para João Gabriel da Costa, do Movimento Passe Livre, os manifestantes também “foram para as ruas com o propósito de paz”. Outro problema do histórico de protestos em Florianópolis: presos. Em 2005, por exemplo, em um único dia, 13 acabaram na delegacia.

Tanto que a Frente de Luta pelo Transporte, um dos organizadores do movimento de amanhã, entrou com um pedido de habeas corpus coletivo para os manifestantes. E, ontem, o juiz Alexandre Morais da Rosa, titular da 4ª Vara Criminal da comarca da Capital, concedeu. “Ressalto, todavia, que as violações legais poderão ser objeto de atuação policial nos casos de flagrante delito, tanto dos manifestantes quanto dos agentes de segurança pública”, advertiu.

Agora é esperar o protesto. E que seja, sem violência.

Fonte: Notícias do Dia

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